Filmado por Cesar Gavin
Imagens / Fotos: Vitrola Verde
Show: Bourbon Street Music Club em 12/12/2017 (São Paulo, SP)
0:00 - Mudança de Comportamento
03:31 - Dias de Luta
05:56 - Girassol
10:28 - Eu Quero Sempre Mais
15:47 - Boneca de Cera
16:59 - Tarde Vazia
20:02 - Flores em Você
21:17 - Tolices
23:41 - Tanto Quanto Eu
26:06 - Culto de Amor
26:50 - Núcleo Base
32:17 - Envelheço na Cidade
Veja também Entrevista com Ira! no Vitrola Verde sobre o DVD "Ira! Folk"
Programa Vitrola Verde
Direção e apresentação: Cesar Gavin
Fotografia: Marcelo Panda
Trilha de abertura: "Rock" (Mario Fabre)
Convidado: Edgard Scandurra (Ira!). Nesta terceira parte, o guitarrista e compositor comenta bastidores e histórias dos principais discos do grupo Ira!
Edgard Scandurra e Cesar Gavin - Foto: Marcelo Panda
Direção e apresentação: Cesar Gavin
Fotografia: Marcelo Panda
Trilha de abertura: "Rock" (Mario Fabre)
Convidado: Edgard Scandurra (Ira!). Nesta segunda parte, o guitarrista e compositor comenta as suas passagens pelas bandas Ultraje a Rigor, Smack, Mercenárias, Gang 90 & Absurdettes, Maluf 111 e Cabine C.
A conversa culmina na cena underground em São Paulo no ano de 1984, com a chegada das bandas de Brasilia e Rio de Janeiro.
Com a sucesso das bandas já no ano de 1987, desentendimentos são corriqueiros. Saiba mais.
Com uma carreira brilhante nas bandas Ira!, Cabine C e Voluntários da Pátria, Gaspa esteve em novembro de 2010 nos estúdios da TV Cultura (São Paulo) com sua banda Gaspa e os Alquimistas para participar do finado programa Login. Eu fazia a produção musical do programa e antes da passagem de som, fiz uma entrevista com ele.
Na edição, coloquei algumas músicas de sua autoria como: "Tarde Vazia", "Rubro Zorro", "15 Anos" e muitas outras. Composições que fazem pensar e voltar no tempo. Uma arte!
Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, roteiro, pauta e edição: Cesar Gavin
Fotografia: Marcelo Panda
Trilha de abertura: "Rock" (Mario Fabre)
Convidado: Edgard Scandurra (Ira!).
Nesta quinta / última parte, o guitarrista e compositor comenta o quanto as letras do Ira! coincidências ou não, previam o futuro. O reencontro de Edgard e Nasi prova que o perdão e a resiliência, juntos, são mais fortes que tudo.
Esta edição especial é uma homenagem à banda, mesclando os relatos de Edgard com o obra do Ira!
Programa Vitrola Verde
Direção e apresentação: Cesar Gavin
Fotografia: Marcelo Panda
Trilha de abertura: "Rock" (Mario Fabre)
Ano: 2016
Convidado: Edgard Scandurra (Ira!). Nesta quarte parte, o guitarrista e compositor comenta suas paixões (quadrinhos, influências e amores); a carreira solo e a parceria com Arnaldo Antunes e a cantora Taciana Barros.
Bandas e projetos mencionados: Edgard Scandurra e Amigos Invisíveis, Solano Star, Pequeno Cidadão, Smack, Mercenárias, Ira!, Cabine C, Benzina, EST, Arnando Antunes, Edgard Scandurra et Les Provocateurs cantam Gainsbourg, A Curva na Cintura, e Projeto Inusitado com Fafá de Belém, Andria Busic e Ivan Busic.
Programa Vitrola Verde
Direção, apresentação, roteiro, pauta e edição: Cesar Gavin
Fotografia: Marcelo Panda
Trilha de abertura: "Rock" (Mario Fabre)
Convidado: Edgard Scandurra (Ira!). Nesta primeira parte, o guitarrista e compositor comenta as influências na adolescência e a formação das bandas Subúrbio o Ira.
História é o que não falta. Uma mudança de comportamento.
Em 1982, eu ainda era um garoto, que ouvia Kiss e ACDC quando conheci o Nasi. Na época, meu irmão Charles ingressou no grupo Ira, o que fez a banda ensaiar na minha casa. Todos os sábados e domingos lá estava eu, sentado em um banquinho esperando o Ira compor o repertório. Nesse período, presenciei as composições das músicas: "Núcleo Base", "Gritos na Multidão", "Nasci em 62", "Tolices", "Pegue Essa Arma", "Coração" e por ai vai...digamos que o repertório do Ira até o terceiro LP. Sorte a minha, não?
Meus amigos não se conformavam em não me ver na rua para jogar bola, futebol de botão ou outras brincadeiras de qualquer jovem adolescente. Eu queria mesmo era entrar naquele universo musical que me estava sendo apresentado "de bandeja". Era mágico! Dalí foi um passo para eu ver nascer diversas bandas do cenário do rock brasileiro. Dentre estas bandas, presencie além do Ira, o Ultraje a Rigor, as Mercenárias, os Titãs, o Cabine C, o RPM, o Voluntários da Pátria e o Magazine. E depois ainda: Legião Urbana, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso e...muitas outras. Vocês acham que queria jogar bola?? Meu nome era música. Edgard Scandurra me ensinou alguns acordes e aí fui aprender a tocar violão e depois pulei para o baixo elétrico.
Nasi era o cara que aparecia em casa com as novidades do punk rock, da new wave e até do reggae inglês. Ainda me lembro dos discos (raros na época) do The Police, The B-52's e Gang Of Four que ele trouxe em casa. Numa certa tarde, entreguei a ele uma fita K7 de marca Sanyo para me gravar o álbum dos Ramones "It's Alive". Mas para minha surpresa, uma semana depois nesta mesma fita, além dos Ramones, me vieram de "brinde", as bandas Angelic Upstairs, 999, Lukers, Sex Pistols, entre outras. A realidade é que ele me apresentou todas estas bandas que mudariam a minha vida. Ou a minha "mudança de comportamento".
Meu irmão saiu do Ira! em 1984, ingressou no RPM e depois nos Titãs e eu nunca perdi o contato com os integrantes do Ira. De um garoto admirador, passei a trabalhar no ramo artístico e tive a oportunidade de agendar e conviver com "os meninos da rua Paulo" nas emissoras de TV em que trabalhei (MTV, Cultura, Record e Multishow, esta como freelancer).
Em 2004, o Nasi me procurou para me presentear com todas as fitas k7s que ele gravou dos shows do Ira! desde o início de carreira até o ano de 1993. Fiquei muito feliz em receber tal preciosidade.
Bem, não conto mais. Assistam abaixo a entrevista que fiz com ele para este blog nos bastidores do extinto programa Login (TV Cultura), para o qual eu fazia a produção musical.
Saiba tudo sobre o mais novo lançamento "Nasi Vivo Na Cena", disponível em CD/DVD.
O que é que você faz quando a sua banda do coração termina? Você ouve os discos numa tarde vazia, assiste os vídeos e mata a saudade do bom e velho rock and roll. Correto? Sim. E aí vida te presenteia o tempo todo com novas emoções e abre as possibilidades para ouvirmos o trabalho solo dos integrantes que fizeram parte da sua geração, e então, você volta a ter quinze anos, começando tudo de novo e se apanha sorrindo. É assim que me senti quando ouvi cuidadosamente o novo trabalho do Gaspa, o bass player.
Gaspa é um artista diferente do que conhecemos. É um músico despreocupado com a fama. Seus destinos foram traçados por composições e/ou interpretações destacadas nas bandas em que passou: Voluntários da Pátria, KGB, Cabine C e claro, o Ira!. Os frutos do sucesso foram bem colhidos, vividos e utilizados. A maturidade artística fica evidente quando se experimentam novos timbres, novos arranjos, músicas inéditas, regravações ou não e ainda a divisão de seu trabalho autoral com grandes nomes no vocal como Flávio Landau, Marcelo Nova, Ricardo Alpendre (banda Tomada e Gaspa e os Alquimistas), Wander Wildner e Karol Sun. O disco foi gravado com um time gigante de músicos, produzido por Edu Gomes (Irmandade do Blues, ZFG Mob, entre outros) e co-produzido por Netto Rockfeller (Blues The Ville). O álbum é recheado de Rock and Roll, Country e Rockabilly. Uma viagem que faz-te querer sempre mais.
Vale lembrar que além da carreira solo, Gaspa mantém firme e forte a banda Gaspa e os Alquimistas.
Então, vamos lá, Gaspa e convidados abrem o jogo.
Cesar Gavin: Gaspa, o Edgard Scandurra elogia seu tino para hits tendo um bom gosto para romantismo. Qual sua inspiração para compor? Gaspa: Sempre vem a música primeiro, nunca uma letra, mas geralmente na parte letra, dou uma ideia básica do assunto... um briefing. Quanto à música, varia muito. As vezes parte de um acorde diferente ou uma melodia que vem á cabeça. Não existe uma fórmula .
Cesar Gavin: Você atuou como cantor na faixa "Tanto Quanto Eu". Sua voz é boa para cantar. Existe uma possibilidade de você cantar futuramente? Gaspa: Dificilmente eu cante mais que uma música. Gosto de cantar, fazer backing , mas meu problema é decorar as letras. Quando chega a hora de cantar, me fogem as palavras. Fica impossível.
Cesar Gavin: Como foi a escolha do repertório? Uma lista grande ou já tinha em mente quais faixas iria gravar? Gaspa: Eu queria fazer um repertório com músicas autorais e elas deveriam ficar boas em um formato no baixo acústico. Então fui garimpar nos discos do Ira! e em tudo o que fiz até hoje.
Cesar Gavin: Você escolheu um time seleto de músicos e cantores. Faltou alguém? Gaspa: Sempre falta alguém. Poderia ter sido uma festa ainda maior, mas escolhi as pessoas mais próximas na época.
Cesar Gavin: Sua parceria com Ricardo Alpendre tem dado certo e rendeu duas faixas inéditas para este álbum. Vem mais coisa por ai? Gaspa: Com certeza! O Alpendre é uma pessoa com uma disposição incrível, um bom letrista e muito musical. A parceria com ele flui, pois ele gosta de trabalhar.
Cesar Gavin: Como foram as gravações do disco e produção de Edu Gomes e co-produção de Netto Rockfeller? Gaspa: O CD foi gravado em duas partes uma em São Carlos sob a tutela de Netto Rockfeller e outra em São Paulo com a direção de Edu Gomes, que foi fundamental muitas vezes, na concepção guitarras e opinando nos arranjos e na produção em geral.
Divulgação
Entrevista com os participantes do disco:
Cesar Gavin para Ricardo Alpendre: Como foram as gravações com sua participação e parceria em duas composições? Ricardo Alpendre: Foram ótimas! Fui ao estúdio do Edu Gomes e em uma tarde gravei as vozes das duas músicas, incluindo os backing vocals. Foi legal ver o Gaspa e o Edu produzindo o álbum, e gostei do método de gravar que o Edu pratica. Deixa o artista super à vontade. Sobre as duas músicas, "Rosa dos Ventos" é uma parceria do Gaspa com o Ricardo Cunha, que toca com a gente nos Alquimistas. Já "Sobre o Outono" foi feita por nós em 2009 na casa do Gaspa. Ele tinha a base, a harmonia, e eu fui colocando aquela linha melódica e a letra ao mesmo tempo, uma coisa sugerindo a outra. E o Ricardo Cunha também contribuiu nessa composição, trazendo o refrão. Achei ousada a opção de colocar uma música assim introspectiva para abrir o álbum. E a naturalidade dela ajuda a dar o clima. As duas músicas fazem parte do show, e são as duas únicas composições inéditas do CD, o que pra mim foi uma honra enorme, principalmente no meio de tantas feras que fazem parte do trabalho.
Cesar Gavin para Flávio Landau: O que poderia dizer sobre sua participação no álbum? Flávio Landau: Minha história neste projeto começou através de um amigo em comum que temos, e que também participou deste CD, que é o Netto Rockfeller, um dos maiores cantores, guitarristas e compositores da atualidade no blues brasileiro. O Netto se apresentava com o Gaspa e a cantora Karol Sun em um projeto chamado Back to the 50´s, e neste show apresentavam clássicos do Rock, Blues e Rockabilly, repertório que o Gaspa é muito fã e tremendo conhecedor do gênero. Em uma destas edições, eles me convidaram, daí pra frente nos identificamos muito bem, O Gaspa tem um histórico musical invejável, ele me contava altas histórias da época em que acompanhava o grande Antônio Marcos e quando nos encontramos é sempre um astral sem fim. O Gaspa é uma companhia agradabilíssima, me sinto muito honrado em estar próximo à ele. Eu assumo os vocais em 3 faixas, "Mistério", "Tudo de Mim" em dueto com Karol Sun e "Ciganos". Nas 3 canções, desde quando as recebi, me identifiquei bastante. Quanto à produção, sem palavras. Foi fantástica! Fui muito bem dirigido pelo Edu Gomes produtor do álbum e os arranjos são ótimos e de extremo bom gosto.
Cesar Gavin para André Jung: Oque você achou do disco novo, que incluiu a faixa "Ciganos", música da qual você é um dos autores? André Jung: Eu sei que ele gravou, mas ainda não ouvi. Ciganos é uma música do Gaspa, com letra minha, do Nasi e do Ciro Pessoa, sua inclusão no Acústico MTV do Ira! chegou a ser questionada, mas acho que ela teve seu papel no contexto do especial da TV.
Cesar Gavin para Netto Rockfeller: Como foi a sua co-produção e instrumentação? Netto Rockfeller: Eu dei uma pilha nele pra gravar o disco. A gente já tinha feito vários shows e achava que seria muito bom ter um disco dele, mostrando suas composições e algumas coisas novas. Sou fã dele e do Ira! Fazer parte da história dele e uma honra pra mim. Me lembro como se fosse hoje eu nos shows do Ira! lá pelo interior, o Gaspa atacando o baixo "Music Man" branco dele com a palheta! Sempre que chego na casa dele eu comento com o Bruno (batera da banda), que me dá um frio na barriga! Coisa de fã (risos). Ele vai ficar bravo comigo, mas preciso dizer que as vezes que eu e o Bruno ficamos na casa dele, nós ficamos louco vendo os discos de ouro do Ira!, lendo as coisas, vendo tudo. Passei de fã para amigo fã e de amigo fã para amigo músico fã.
Cesar Gavin para Edu Gomes: O que você pode dizer sobre sua produção do disco? Edu Gomes: A produção do CD foi impar por vários motivos. Na realidade fui procurado por ele para gravar 3 ou 4 músicas em meu estúdio para aproveitar parte do quarteto do Adriano Grineberg, tecladista e amigo em comum e que tocou no Ira! por 4 anos até o fim da banda. O Sandro Grineberg, irmão e baterista do Adriano foi o outro membro do quarteto, além de mim. Anteriormente o Gaspa já havia tocado conosco, e foi ai que rolou a "vibe". O inicio das gravações de algumas músicas foi feito em São Carlos no estúdio Papagaio Records do guitarrista e amigo Netto Rockfeller, que fez uma brilhante participação no CD, além da co-produção. No meio do caminho o Gaspa achou mais interessante trazer o trabalho para São Paulo e terminar no meu estúdio (Cakewalking) onde assumi a produção definitiva do trabalho. Resolvi abraçar a causa porque, na minha opinião, o grande diferencial em um CD, ou trabalho musical, é a qualidade das composições. Sem música boa, você pode ter o melhor estúdio do mundo e não vai resolver a situação. Claro que um grande estúdio e belos arranjos podem melhorar qualquer canção, mas se a essência não for boa (composição), o trabalho não decola. Claro que eu conhecia a banda Ira!, que sempre me despertou profundo respeito pelas realizações, mas não a fundo. Somente neste trabalho é que fui saber que muitas das grandes canções da banda são de autoria do Gaspa, na maioria em parceria com o Edgard Scandurra. Isso se juntando ao grande baixista que é, serviu de base para este CD. Outro desafio foi juntar tantas músicas de qualidade, porém de origem um pouco diferente à nova roupagem que queríamos dar, que seria mais acústica, beirando o Rockabilly, Folk e Rock 'n ' Roll e não o "Rock". Aí o baixo acústico foi fundamental para definir esta sonoridade. Não usamos baixo elétrico, que apesar de ser muito legal, anula aquele "balanço" tipico do acústico. É como se fosse um surdo de bateria com nota. Decidida esta parte, o resto dos instrumentos se encaixaram mais facilmente, onde procurei respeitar ao máximo esta linguagem evitando guitarras muito distorcidas entre outras coisas tipicas do Rock mais pesado, e também usando guitarra "slide", realçando o lado "Bluesy" do CD. Além disso, os violões, dobro, pianos e órgão Hammond completaram a camada sonora. No final, a masterização cuidadosa de Daniel Lanchinho, produtor da minha banda, a Irmandade do Blues, e um dos melhores técnicos que já trabalhei e parceiro de anos de trabalho, deu o toque sutil e final deste CD, o qual tenho imensa e alegria em ter produzido e gravado.
Álbum: Gaspa - The Bass Player
Lançamento: PPAM
Ano: 2012
Preço: R$15,00 (compre aqui)